Prevenção é o caminho: como castração, microchip e vacinação transformam a saúde animal
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Castrar, vacinar e identificar animais são medidas que vão muito além do cuidado individual — elas transformam a relação entre comunidade e fauna urbana. Municípios que investiram nessas ações preventivas registraram quedas no abandono e na incidência de doenças zoonóticas.
Números que mostram o impacto da prevenção
Entre janeiro e maio de 2026, o Departamento de Assistência e Bem-Estar Animal (DABA) de Navegantes realizou 1.280 castrações e 1.730 microchipagens. No mesmo período, foram registrados 6.075 atendimentos veterinários, 5.400 procedimentos ambulatoriais, 363 cirurgias e 987 exames diagnósticos.
Esses números demonstram como a prevenção reduz a pressão sobre os serviços de assistência: animais identificados são recuperados mais facilmente quando perdidos; animais castrados apresentam menor risco de diversas doenças e não contribuem para o crescimento da população de rua.
Castração: além do controle populacional
A castração reduz o risco de tumores mamários em fêmeas, elimina o risco de piometra (infecção uterina grave) e diminui comportamentos agressivos em machos. Para a saúde coletiva, controla a reprodução de animais sem tutor, reduzindo o número de filhotes abandonados.
Fêmeas castradas antes do primeiro cio têm redução de até 99% no risco de tumor mamário.
Microchipagem: o documento do pet
O microchip é implantado sob a pele do animal com uma agulha — procedimento rápido e com desconforto mínimo. O código único permite identificar o tutor em qualquer clínica ou canil do país, aumentando as chances de reunião em caso de perda.
Com a obrigatoriedade crescente da microchipagem em municípios brasileiros, o chip também responsabiliza tutores e facilita a aplicação de políticas de bem-estar animal.
Pontos principais
- ✓1.280 castrações e 1.730 microchipagens realizadas em Navegantes em 5 meses
- ✓Castração reduz risco de doenças e abandono
- ✓Microchip identifica o tutor e responsabiliza o cuidado
- ✓Prevenção reduz a demanda por serviços emergenciais